Personagens do Carijo: Praxedes está há 31 anos como diretor de palco

         A tradição e tecnologia andam juntas no 32º Carijo da Canção Gaúcha. Nesta edição, vários personagens destacaram-se e ainda continuam fazendo parte da história do festival. Ter boa audição, cuidar dos mínimos detalhes, fazer com que cada apresentação seja inesquecível para o público, este é o papel do diretor de palco de um festival. Terson Praxedes está à frente desta função desde o ano de 1990, participando das últimas 31 edições.

 

         Logo nas primeiras edições, as estruturas de sonorização e luzes eram simples, nem comparadas às tecnologias disponíveis hoje. Praxedes que também acompanha toda essa evolução e também se tornou um dos personagens do Carijo destaca que, além dos equipamentos, as músicas, os instrumentalistas e interpretes também foram evoluindo no decorrer dos anos. “Com esta evolução, todo conjunto do festival melhorou, inclusive na questão musical, na qual a maioria dos cantores está se aperfeiçoando tanto no quesito de composição como na interpretação”. 

 

        Não só no Carijo que Praxedes se destaca no meio nativista, o diretor também atua em inúmeros festivais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e para ele um dos mais marcantes foi a Seara Nativista de Carazinho. Além disso, ele destaca que as músicas que mais impactaram sua carreira como diretor de palco do Carijo foram o hino “Minha terra da Palmeira” e “Menino Potro”, interpretadas por Walter Moraes e Edison Vieira e Claudio Amaro respetivamente.

 

Texto: Carine Zandoná

 

Foto: Bianca Manfrin