Casal que iniciou no 2° Carijo comemora 30 anos juntos

         Foi no dia 30 de maio de 1986, um dia frio que prometia ser diferente. Acontecia o 2° Carijo da Canção Gaúcha de Palmeira das Missões. Eu era bancária em Chapada e o Luiz Linck fazia estágio agronômico na Cooperativa da mesma cidade. Nos dias que antecederam ao evento, não se falava em outra coisa, a não ser sobre o Carijo em Palmeira. Era uma empolgação total.

 

         De Chapada foram dois ônibus lotados ao evento, inclusive eu e o meu amigo Luiz, hoje meu marido. Realmente, já na chegada, tive a certeza que tinha valido a viagem, de ônibus até lá, pois o clima era contagiante. Algo nunca vivido antes. E, nesse clima, lá pelas tantas, o Luiz me convidou para irmos, sozinhos, até a Tertúlia Livre. E , assim, nos afastamos do grupo. Eu, que já andava gostando dele, mas não tinha me dado conta, fui bem feliz. A euforia naquele ambiente era ainda maior. As pessoas estavam embebidas com o clima quente, apesar do frio intenso. Mas para mim, era um calor diferente... E olha que bebemos apenas Coca-Cola.

 

         Quando chegamos lá, ele falou ao meu ouvido: “Ofereço o futuro a você”. Dançamos MUITO! O primeiro beijo foi algo surreal. Voltamos para Chapada com o dia amanhecendo, e nós (quase) namorando. Casamos em 20 de dezembro do mesmo ano. E, estamos juntos e felizes até hoje... Agradeço ao Carijo até hoje, pois o início foi lá. Depois de 30 anos, pelo percurso que fizemos juntos, podemos dizer que “O amor é uma planta que precisa ser regada todos os dias”.

 

 

Dra. Ieda Márcia Donatti Linck