Sexta-feira marcada pelo início da fase geral

         Na noite dessa sexta-feira, se iniciou a 2ª ronda, agora pela fase geral do 32° Carijo. Foram nove canções apresentadas por artistas de diversas cidades do Estado, que subiram ao palco para levar o melhor da música tradicionalista aos presentes. Os concorrentes foram os seguintes: No fim da invernada, interpretada por Luiz Fernando Baldez; O antes e o depois, interpretada por Leonardo Paim; De braços abertos, interpretada por Nando Soares e Clenio Bibiano; Mandinga, interpretada por Márcio Correa; Assim nasceu o chimarrão, interpretada por Francisco Oliveira; Flor do bem, interpretada por Jean Kirchoff; Abraçando o Rio Grande, interpretada por Renato da Rosa e Amigo Souza; A tesoura da porteia, interpretada por Patrícia Pedrozo e Ritual da Partida, interpretada por Érlon Péricles e Cristiano Quevedo.

 

         Uma das canções a levantar o público foi a vaneira “Mandinga”. O intérprete, que pelo 5° ano seguido está no festival, Márcio Correa, comentou sobre a letra. “É uma música que tem muito a ver comigo, me identifico muito e a vaneira, como todos sabem, é meu ritmo preferido”, contou. Já Jean Kirchoff, que entoou “Flor do Bem” falou sobre a valsa interpretada. “É uma melodia nada comum, muito criativa e esperamos cantar a todos novamente na grande final”. Hoje ocorre a 3ª ronda, ainda pela fase geral. E posteriormente, a divulgação das 12 canções classificadas para a grande final. Já os shows ficam por conta do Grupo Rodeio no palco principal e Rodrigo Gonçalves e Grupo Rebencaço no palco paralelo.

 

800 quilômetros pelo Carijo

         Gaúcho e residindo há mais de 50 anos no Estado do Paraná, Miguel Brandalize vem ao Carijo pelo terceiro ano seguido. Segundo ele, foram 800 quilômetros em 8 horas que valeram muito a pena, afirmando ser um apaixonado pela música. “Gosto muito de Ita Cunha, Cristiano Fantinel, Nilton Ferreira e nomes como Marenco e César Oliveira e Rogério Melo”, relatou Brandalize. Ele contou que toda a sua família é ligada a música. Seu pai é tocador de gaita, mesma função de seu irmão, que canta em bailes Rio Grande afora. Miguel não é músico, mas em compensação, ele tem consigo um acervo de aproximadamente 50 mil músicas nativistas e tradicionalistas do Rio Grande do Sul. Com certeza, um exemplo de admirador da tradição do Estado.

 

 

 

Caravana Chamamecera fecha com chave de ouro atrações no palco principal

         No encerramento da 2ª ronda, um timaço de cantores foi responsável por trazer ao palco principal grandes músicas da cultura gaúcha. A Caravana Chamamecera, liderada pela família Fagundes, Elton Saldanha e o argentino Alejandro Brittes, emocionou ao cantar algumas músicas como “Eu sou do sul”, “Castelhana”, “Origens”, dentre outras. A caravana Chamamecera mistura a música gaúcha e argentina. O projeto já apresentou seu espetáculo em cidades da Itália. Numa grande festa, Neto Fagundes explicou sobre sua identificação com a cidade de Palmeira das Missões. “O tio Nico foi o apresentador das primeiras edições do Carijo da Canção Gaúcha e ele tinha muito respeito por esta terra”, afirmou. 

 

Texto: Vinícius Carvalho 

 

Fotos: Vinícius Carvalho/ Igor Gava/ Cleusa Jung/ Carine Zandoná